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Sistema de escolha dos pneus em debate

© Yamaha

Os últimos resultados alcançados pelos pilotos, piores do que o esperado num primeiro momento, provocaram a primeiro polêmica séria da temporada. A obrigatoriedade de escolher 14 pneus dianteiros e 17 traseiros no dia anterior ao começo dos treinamentos, norma introduzida este ano para diminuir os custos, começa a receber as primeiras críticas por parte dos pilotos.

As maiores críticas provêm dos pilotos que utilizam pneus Michelin, enquanto que sua eterna rival, a Bridgestone, está conseguindo melhores resultados, já que ganhou quatro dos cinco campeonatos disputados (três vitórias de Casey Stoner e uma de Vermuelen). Um dos mais críticos é Valentino Rossi, que admite que esta norma,  determinados circuitos, funciona como “uma loteria” já que as condições atmosféricas variam muito. 

Rossi está decepcionado com seu começo de temporada, sobretudo depois do seu sexto lugar no GP da França e com os problemas que teve com os pneus. O italiano reconhece que deve trabalhar a fundo para recuperar o tempo perdido e, embora não descarte nada, pede à Michelin um maior esforço para ficar no mesmo nível oferecido pela Bridgestone. 

O piloto espanhol Carlos Checa é menos crítico, embora corra com pneus Michelin. O espanhol acha que a firma francesa deve “trabalhar mais e melhorar os pneus”, já que considera que os japoneses estão acostumados a funcionar com este sistema, enquanto os franceses não. “A Michelin pensava que se os pneus não funcionassem, iria fazer outros e os tinha para o sábado e domingo, mas não para todos os pilotos. Por isto acho que o novo sistema está bom”. 


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