O Mundial de Motociclismo retoma sua atividade, desta vez no circuito de Mugello, que recebe uma nova prova com o GP da Itália. Um traçado muito técnico, no qual o piloto prevalece acima de tudo e que acontece num momento importante para os favoritos, depois dos problemas vividos em Le Mans. Rossi quer reeditar o sucesso neste circuito, enquanto que os pilotos da Repsol Honda confirmar seus avanços.
O traçado italiano tem uma extensão de 5.245 metros, com 15 curvas (6 para a esquerda e 9 para a direita), e uma longa reta de 1.141 metros. É um dos circuitos mais técnicos do Mundial, com muitas mudanças de direção, o que implica num desgaste físico maior por parte dos pilotos. Apesar das dificuldades, é um dos que mais agradam aos participantes e dos mais especiais.
A chave para vencer em Mugello é “a velocidade máxima na reta, que será tão importante quanto na China”, afirma Dani Pedrosa, que detém o recorde do circuito desde 2004, quando estava nas 250cc. O piloto da Repsol Honda chega a Itália com as melhores expectativas depois dos avanços introduzidos na sua moto e que foram testados com sucesso nos treinos posteriores ao GP da França, tanto por ele como pelo seu companheiro de equipe, Nicky Hayden.
Rossi é outro dos que aterrissam em Mugello disposto a fazer bonito. O italiano pode gabar-se de ter vencido as últimas cinco provas neste circuito. Além disso, conhece o traçado como ninguém e nele desfruta de maneira especial. Sem esquecer que corre em casa, o que representa uma dose extra de moral.
O líder do Mundial, Casey Stoner, quer continuar ampliando sua vantagem num dos seus circuitos favoritos onde já conseguiu bons resultados, como a sua primeira pole e seu primeiro pódio nas 125cc. Os principais rivais do australiano, além dos pilotos da Repsol Honda e de Valentino Rossi, serão os italianos, como Loris Capirossi. Stoner acha que o acerto da moto será uma das chaves, “já que as traçadas têm que se ajustar milimetricamente, caso contrario você perde muito tempo”.