Repsol YPF

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Versión en PDF (63 Kb) 13 de Maio de 2008, 08:43 CET

Alcança a cifra de 1.212 milhões de euros

Repsol aumenta seu lucro líquido em 36,5%

• Trata-se de um dos maiores resultados obtidos pela empresa em um trimestre.


• O lucro líquido em dólares aumentou em 61,9%.


• Aumenta em 14,1% o resultado operacional do grupo, e atinge 1.606 milhões de euros.


• Crescem   em 25,5% os resultados de Exploração e Produção. 


• YPF incrementa seu resultado em 11,3% e atinge 365 milhões de euros. 

• A dívida é reduzida em 32,5% e atinge seu nível mínimo histórico: 2.357 milhões de euros.


• O dividendo aumento em 39 % , e atinge um euro por ação.

Repsol YPF obteve, no primeiro trimestre de 2008, um lucro líquido de 1.212 milhões de euros, o que representa um aumento de 36,5% com relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O resultado líquido em dólares, moeda operacional dos negócios do grupo, aumentou em 61,9%.

 

Esses resultados, os primeiros relatados pela empresa após a implementação de seu novo Plano Estratégico, se deram num ambiente caracterizado pelos altos preços do óleo cru, a redução das margens internacionais de refino, e a debilidade do dólar frente ao euro.

 

O resultado operacional do Grupo Repsol YPF atingiu 1.606 milhões de euros, o que representa um aumento de 14,1% com relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Neste sentido, torna-se particularmente relevante que tanto o conjunto de seus negócios estratégicos integrados, quanto suas coligadas, YPF e Gás Natural, registraram aumentos significativos em seus números de resultados.

 

A situação financeira de Repsol continuou melhorando durante os primeiros três meses de 2008, em conseqüência do aumento de caixa gerado pela atividade dos negócios e a venda de 14,9% da YPF ao grupo argentino Petersen. A dívida financeira líquida da Repsol, no encerramento do primeiro trimestre, situou-se em 2.357 milhões de euros, o nível mais baixo registrado até hoje pelo Grupo.

 

O dólar americano, moeda de base dos negócios da Repsol, sofreu depreciação frente ao euro de 14% em relação ao primeiro trimestre de 2007, com uma incidência negativa no resultado operacional do Grupo, de aproximadamente 180 milhões de euros. Este efeito negativo foi minorado significativamente pela política de prudência e coberturas parciais do tipo de câmbio, implantadas pela empresa.

 

Tal como foi anunciado em 28 de fevereiro próximo passado, Repsol reporta seus resultados de acordo à sua nova estrutura de grupo: o “core business” da Repsol (Upstream, GNL e Downstream); YPF como coligada administrada, e Gás Natural SDG como coligada não administrada.


O Core business da Repsol cresceu em 9%

 

O “core business” da Repsol, integrado por seus três negócios estratégicos, Upstream, Gás Natural Liquefeito (GNL) e Downstream, atingiu um resultado operacional de 1.090 milhões de euros, o que representa um crescimento de 9% com relação ao primeiro trimestre de 2007.

 

O resultado operacional do Upstream cresceu em 25,5% com relação ao primeiro trimestre do exercício anterior, até atingir os 576 milhões de euros. Este importante acréscimo do resultado deve-se, em grande parte, ao incremento significativo sofrido pelo preço da cesta de crus da Repsol.

 

Esse notável crescimento produziu-se, ademais, apesar da depreciação do dólar frente ao euro em 14%, que implicou em um resultado inferior de aproximadamente 82 milhões de euros. Por outro lado, a produção de hidrocarbonetos no trimestre, sofreu redução de 3,7%, descontando-se o efeito das variações contratuais registradas na Bolívia, Dubai e Venezuela. 

 

Os investimentos do período, correspondentes à área de Upstream, atingiram 242 milhões de euros, dos quais 50% foram destinados a desenvolvimentos no Golfo do México, Trinidad e Tobago, e Peru. 

 

O resultado das operações na área de Gás Natural Liquefeito (GNL) situou-se em 32 milhões de euros, o que significa um acréscimo de 18,5% com relação a idêntico trimestre de 2007. A melhoria destes resultados deveu-se fundamentalmente à melhor gestão da frota de navios da Repsol, ao aumento nas vendas de gás ao sistema consumidor, e à atividade de geração de eletricidade.

 

Os investimentos nesta área atingiram 78 milhões de euros, e foram direcionados fundamentalmente ao desenvolvimento do terminal de re-gaseificação de Canaport (Canadá), e ao projeto Peru LNG.

 

O resultado das operações de Downstream ascendeu a 482 milhões de euros, face aos 515 milhões de euros do mesmo período de 2007, o que representa uma redução de 6,4%. Esta evolução se explica fundamentalmente pela queda ocorrida no trimestre nas margens internacionais de refino e de química.  

 

A citada queda das margens internacionais foi compensada, em boa parte, no caso da Espanha, pela melhoria das margens de comercialização, que tiveram um impacto positivo de 14 milhões de euros nas contas da Repsol.


Por outro lado, a depreciação do dólar frente ao euro em 14%, representou uma redução dos resultados em 49 milhões de euros.

 

As vendas de produtos petroquímicos sofreram crescimento de 3,9%, até atingir 793.000 toneladas, e as de GLP (propano e butano) superaram as 917.000 toneladas.

 

Quanto aos investimentos na área de Downstream, eles ascenderam a 315 milhões de euros, e foram destinados essencialmente a projetos em curso, e a melhorias operacionais.


O resultado de YPF aumenta em 11,3%

 

O resultado das operações da YPF sofreu um aumento de 11,3% no primeiro trimestre de 2008 com relação ao mesmo período do ano anterior, até alcançar 365 milhões de euros.

 

Esse incremento se deveu essencialmente ao aumento dos preços de venda do gás da YPF, que subiram em 23,4%. Contribuiu também para tal resultado a melhoria dos negócios integrados de   upstream e downstream,   com um impacto positivo de 54 milhões de euros nas contas da YPF.

 

Por outro lado, a produção total atingiu 632.000 barris equivalentes de petróleo / dia, e as vendas de produtos petrolíferos sofreram um acréscimo de 7,5%, atingindo 3,7 milhões de toneladas. Os investimentos do primeiro trimestre de 2008 atingiram 250 milhões de euros, e foram destinados essencialmente a projetos de desenvolvimento de Exploração e Produção.


GÁS NATURAL SDG CRESCE 5,4%

 

O resultado das operações de Gás Natural SDG, no primeiro trimestre, atingiu 157 milhões de euros com relação aos 149 milhões de euros do mesmo período do ano anterior, o que significa um acréscimo de 5,4%. 

 

Este aumento é conseqüência do crescimento dos resultados de distribuição de gás na Espanha e na América Latina, bem como os da atividade de eletricidade na Espanha.

 

Os investimentos de Gás Natural SDG atingiram 54 milhões de euros e se destinaram essencialmente à distribuição e a projetos de geração de eletricidade. 

 

FEITOS DESTACADOS DO TRIMESTRE


39% a mais de dividendo 

 

O Conselho de Administração da Repsol YPF decidiu no dia 26 de março próximo passado, propor o pagamento de um dividendo bruto de 1 euro por ação, referente ao exercício de 2007, o que pressupõe um acréscimo de 39% com relação ao exercício anterior. Este aumento está alinhado à política de crescimento da rentabilidade para os acionistas, levada a cabo pela atual equipe de gestores da empresa. 

  
O dividendo bruto complementar proposto, referente ao exercício de 2007, é 0,50 euros por ação, a ser pago a partir de 9 de julho de 2008.


Plano Estratégico 2008/2012

     
O Presidente da Repsol YPF, Antonio Brufau, apresentou no mês de fevereiro próximo passado o Plano Estratégico 2008/2012, que estabelece as grandes linhas de crescimento da empresa para os próximos anos, e que incorpora uma nova visão do Grupo, pela qual os negócios da Repsol (Upstream, Downstream e GNL) constituem o “core business”, ou seja o negócio medular do Grupo; YPF é considerada uma coligada estratégica administrada; e Gás Natural uma coligada estratégica com gestão autônoma.

 

O crescimento orgânico da Repsol, nos próximos anos, virá determinado por 10 grandes projetos “chave”, que concentrarão 60% dos investimentos do “core business” da empresa até 2012 (12.300 milhões de euros)

 

O novo Plano Estratégico, qualificado por Brufau de “ambicioso e ao mesmo tempo realista”, contempla investimentos totais de 32.800 milhões de euros, e prevê que em 2012, o lucro líquido do grupo seja multiplicado por 2,8; o EBITDA por 1,8; e o resultado operacional por 2,1.


Venda de 14,9%  de YPF ao Grupo Petersen

 

Repsol formalizou em 21 de fevereiro próximo passado a venda de 14,9% da YPF ao Grupo Petersen, por um valor de 2.235 milhões de dólares. Esta operação, que valoriza a YPF em 15.000 milhões de dólares, se insere na estratégia da empresa em melhorar a distribuição geográfica de seus ativos e de realizar uma gestão global com enfoque local.

 

O referido acordo prevê, ademais, que o Grupo Petersen pode ampliar sua participação na YPF até 25%, mediante opção de compra de mais 10,1%.


3.200 milhões de euros para Cartagena

 

No dia 8 de janeiro foi aprovado o investimento de mais de 3.200 milhões de euros para ampliação da refinaria de Cartagena, o que fará com que esse complexo industrial seja convertido em um dos mais modernos do mundo, e dobrará sua capacidade de produção até 11 milhões de toneladas / ano (220.000 barris por dia).

 

Este projeto contribuirá para reduzir de forma significativa o crescente déficit de destilados médios, essencialmente diesel, na Espanha. O projeto de Cartagena faz parte do programa da Repsol para adaptar suas instalações à produção de combustíveis limpos para o transporte, impulsionar a utilização de biocombustíveis (biodiesel) e melhorar a eficiência energética, a segurança e o impacto no meio ambiente.

Importante descoberta de gás no Peru

 

No último mês de janeiro, Repsol anunciou uma nova descoberta de gás no Peru, no poço exploratório Kinteroni X1 do bloco 57, localizado no departamento de Cuzco. A grande dimensão da estrutura da jazida sinaliza a existência de recursos com um volume de 56 bcm, quase duas vezes o consumo anual de gás espanhol.

 

A nova jazida está situada ao norte dos blocos 88 e 56, pesquisados pela Repsol e dos quais provém a produção do projeto Camisea, que contempla também o desenvolvimento de jazidas de gás e uma planta de GNL em Pampa Melchorita, bem como a comercialização pela Resol de 4 milhões de toneladas de GNL por ano.


Exploração em águas profundas no  Brasil


O consorcio formado pela Repsol (25%), Petrobrás (operador, 45%), e BG (30%) iniciou a perfuração do poço Guará, na capa pré-salina da Bacia de Santos no Brasil. A sondagem avaliará objetivos análogos ao descobrimento de Carioca, realizado na mesma Bacia. Os trabalhos foram iniciados no dia 22 de março passado, e pretende-se atingir a profundidade final em fins do mês de junho. Repsol cedeu para esta sondagem o barco de perfuração de sexta geração Stena DrillMax I, projetado para operar em águas ultra-profundas, em severas condições climáticas, em qualquer parte do mundo. A sonda tem capacidade para operar a 10.000 pés de lamina de água, e perfurar poços de até 35.000 pés de profundidade total. O desenvolvimento dos projetos da Bacia de Santos em águas profundas do Brasil é um dos 10 projetos chave de crescimento considerado pela Repsol em seu Plano Estratégico 2008-2012. 

 

Repsol, empresa “Gold Class”

 

Repsol recebeu, no mês de fevereiro, a qualificação de empresa “Gold Class” no setor de Oil&Gas, segundo o “Anuário de Sustentabilidade 2008”, realizado por PricewaterhouseCoopers e Sustainable Asset Management (SAM), por seu compromisso na busca de criação de valor de longo prazo, bem como no acesso, cada vez mais difícil, a novos recursos. O Anuário destaca também a Repsol por sua estratégia face aos desafios das mudanças climáticas, e por seu relacionamento com as comunidades.


Entrega solidária na Mauritânia

 

No âmbito da atuação da Fundação Dakar Solidário, da qual é Patrono Fundador, e apesar do cancelamento do Rali 2008, a Repsol fez a entrega de um carregamento de 14 toneladas de medicamentos e de material sanitário na capital da Mauritânia. 

 

Os pilotos da equipe Repsol, juntamente com o embaixador da Espanha na Mauritânia, o Presidente da Fundação Dakar Solidário, e outras autoridades locais foram encarregados de entregar, na embaixada, a ajuda aos representantes dos hospitais de Nouakchott, Chinguetti, Nema, Ayoune e Kaédi. 

Nova Sede Corporativa

 

O Presidente da Repsol, Antonio Brufau, apresentou ao Prefeito de Madrid o projeto de construção da nova sede corporativa da Repsol, obra do prestigioso arquiteto espanhol Rafael de la Hoz, que estará concluída em 2010, e abrigará mais de 4.000 funcionários da empresa.

 

O Campus da Repsol ocupará uma superfície de mais de três hectares, em uma região com diversos recursos comerciais, culturais   e sociais no centro de Madrid, o que vai facilitar e favorecer a conciliação trabalhista e a maior acessibilidade e comodidade dos funcionários da empresa.

Anexo (PDF 42,9 KB)

Última actualización: 13 Mai 2008


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