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Chega o Grande Prémio da China

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Os pilotos da Repsol Honda Team apontam de novo ao mais alto nível em Shangai. Nova oportunidade para os pilotos Repsol de 125 c.c. e 250 c.c. para melhorarem as suas prestações nesta temporada.

O próximo capítulo da emocionante temporada deste ano do Mundial 2008 de Moto GP será escrito este fim-de-semana no circuito de Shangai, China, onde será disputada a quarta prova para pontuação. A categoria rainha vive um dos seus melhores momentos com a chegada de jovens valores que disputam as primeiras posições na classificação geral.

Depois das três primeiras provas disputadas, Dani Pedrosa encontra-se empatado em pontos com Lorenzo, à frente na classificação, após ter conseguido um terceiro lugar (Qatar), um primeiro (Espanha) e um segundo (Portugal). Dani Pedrosa e a Repsol Honda Team souberam reposicionar-se na breve e complicada pré-temporada do espanhol, depois da sua lesão em resultado de uma queda durante os treinos de Inverno na Malásia. A nova Honda RC212V versão 2008 já mostrou o seu alto desempenho competitivo e que dispõe de uma boa base. No percurso chinês, com a maior recta do Mundial, a velocidade de ponta será um factor decisivo, assim como uma óptima postura do trem dianteiro, para assegurar uma boa estabilidade das motos nas travagens mais fortes.

Dani Pedrosa conseguiu nas provas anteriormente disputadas neste percurso uma vitória em 2006 – a sua primeira vitória em Moto GP – e um quarto lugar na temporada passada. Nicky Hayden, que de momento tem como melhor resultado deste ano o quarto lugar de Jerez no Grande Prémio de Espanha, conseguiu no circuito de Shangai um segundo lugar em 2006 – completando assim uma histórica dupla conquista para a Repsol Honda Team no ano em que se proclamaria, mais tarde, Campeão do Mundo de Moto GP  –, e a duodécima posição na temporada passada.

Julián Simón, piloto da Repsol KTM Team de 250 c.c., terminou em sétimo no ano passado em Shangai, naquela que foi a sua primeira temporada em 250 c.c.. Em 2006, e pilotando uma KTM de 125 c.c., Simón conseguiu a quinta posição. Depois dos seus problemas nos antebraços no último Grande Prémio de Portugal e também no de Espanha, o piloto Repsol espera estar já restabelecido na China, depois da pausa entre Portugal e China. Na última semana e meia, Simón aproveitou para descansar e trabalhar com o seu fisioterapeuta para tentar solucionar os problemas físicos. E em 125 c.c., Esteve Rabat regressa ao cenário onde conseguiu, até à data, o seu único pódio no Mundial de Motociclismo. Rabat, que fazia pela primeira vez no ano passado o percurso asiático, terminou em terceiro depois de bater-se com os melhores pilotos de 125 c.c.. 

Marc Márquez, cada vez mais recuperado da sua fractura no cúbito e no rádio do braço direito, tentará na China conseguir os seus primeiros pontos no Mundial de Motociclismo. Em Portugal, pouco faltou para que o conseguisse. Depois de recuperar posições ao longo de toda a prova, o jovem piloto de 15 anos terminou numa meritória 18.ª posição na sua primeira visita ao complicado traçado luso do Estoril.


Protagonistas

Moto GP

Dani Pedrosa 
“O arranque da temporada foi bom para nós – estivémos no pódio nas três primeira provas e conseguimos uma vitória – e estamos a trabalhar arduamente para continuarmos a ser competitivos.

As provas que fizémos no Estoril foram muito úteis; estivémos a trabalhar em alguns pontos que nos poderíam ajudar na China, como as melhorias com a sensação obtida com a parte dianteira e os travões. O que mais me agrada em Shangai é a largura da pista. A superfície é de boa qualidade, ainda que não muito regular, provavelmente devido aos carros de Formula 1. O traçado da pista não é tão bom, tem algumas curvas estranhas e o equilíbrio não é muito bom entre as rectas, as curvas apertadas e as curvas mais rápidas. Uma das partes mais importantes da pista é a primeira recta, que é muito larga, pelo que é necessário um bom rendimento do motor. As travagens também são muito importantes em Shangai. É um traçado pouco habitual e tem de ser feito de forma relaxada e tranquila. O ambiente é quase inexistente, porque não há muito público, ainda que as bancadas sejam enormes.” 

Nicky Hayden
“Parece que estamos a progredir. A Honda está a trabalhar arduamente, os pneus Michelin funcionam bem e aproveitei muito a moto no Estoril. Estivémos à frente durante todo o fim-de-semana, pelo que simplesmente temos deixar para trás a queda a avançar.

Shangai é um traçado estranho; o que mais me agrada é a superfície, que parece ser sempre consistente e tem qualidade. O circuito tem duas grandes rectas, a primeira é a de maior velocidade de toda a temporada, e logo a seguir vem uma das curvas mais lentas do Moto GP, pelo que é muito importante a estabilidade dos travões, algo em que trabalhámos durante as provas no Estoril. Também é necessário um motor com bastantes cavalos. A volta um/dois é muito singular e bastante técnica, com muitos traçados diferentes, tanto abertos como fechados. E a curva antes da primeira recta é muito importante, porque encaminha para a recta que é feita em sexta velocidade. As instalações são alucinantes, garantidamente as instalações mais espectaculares que vi na minha vida, ainda que, dito isto, Indianápolis também é bastante espectacular.” 


Julián Simón 
“Estou a fazer sessões de fisioterapia com um osteopata em Madrid. Toda esta semana tenho estado a fazer sessões tanto de manhã como à tarde e, pelo meio, o treino físico habitual. Sinto-me bastante melhor e espero na China ter este problema resolvido definitivamente.

Creio que é um circuito muito mais favorável e o braço vai causar-me menos problemas. Há uma recta muito longa e durante esse tempo posso relaxar o braço. Não é uma pista com umas características tão exigentes como o Estorial ou Jerez, em que se está constantemente a acelerar e a virar. O circuito de Shangai permite correr mais tempo a todo o gás e não a meio gás, que é quando me aparece o problema. O ano passado não tive nenhum problema com o braço e estou seguro de que este ano também não terei. É um circuito que me agrada, onde já no ano passado fizémos uma boa prova e treinos muito bons. Estou desejoso de lá chegar.” 

125 c.c.

Esteve Rabat
“O circuito de Shangai é muito importante para mim, já que é onde consegui o meu primeiro pódio, o único que consegui até agora no Mundial. Espero que com o novo material que iremos receber da KTM possamos voltar a fazê-lo bem. Estou muito motivado e treinei muito para conseguir fazer melhor nesta prova.

A ver se podemos estar com o grupo dianteiro de uma vez por todas e tirarmos a má sorte de cima de nós. É um circuito bastante técnico, muito largo, em que se deve fazer bem o traçado para ir com velocidade nas curvas e assim poder ir rápido, porque se se sai um pouco da melhor trajectória, em seguida pode-se perder muito tempo”. 


Marc Márquez
“É um circuito ao qual tinha ilusões de ir, porque é novo para mim. Nunca corri ali, só o conheço por mapas e videos que vi. É um circuito rápido, mas com algumas partes mais técnicas. Estive a ver a prova do ano passado e quase todos os pilotos estavam no mesmo grupo.

Será importante ter uma boa mota, já que há uma recta muito longa, pensando muito na prova a pontos, já que tem de permitir ir bem nas curvas para não sair lento e poder atingir velocidade de ponta. Creio que a KTM é uma boa moto; para além disso, disseram-nos que poderá trazer algumas melhoras. Espero que à parte da moto, eu também esteja bem. Joguei um pouco na Playstation, mas até que faça o circuito real não terei uma ideia clara de que traçado será o melhor, já que há sempre diferenças.”


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