Lisboa situada junto ao estuário do Rio Tejo, tem um pouco mais de meio milhão de habitantes e com uma área metropolitana de cerca de 3 milhões. Lisboa tem uma riqueza histórica e monumental que faz com que pareça que o tempo não passa pelas suas velhas ruas e praças apaixonando desta forma os seus visitantes.

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Um monte e suas ladeiras descendo até ao rio, dominando a foz do Tejo, foram desde a antiguidade o cobiçado enclave estratégico, ambicionado por sucessivos invasores. A Olissipona fenícia (o nome não faz alusão a Ulisses, mas antes significa "enseada amena") converteu-se na Felicitas Julia romana. Os visigodos retomaram o nome antigo, Olissibona ou Olissipona. Os Árabes insistiram em Al-Usbuna. Depois da cruzada chefiada por Afonso Henriques em 1147, Lisboa seria para sempre cristã. A actual capital de Portugal foi desde sempre famosa. No s. II antes de Cristo já era um município lusitano. Desde 357 tem estatuto de bispado e no s. XVIII ascendeu a patriarcado. Em 1256 tomou a dignidade de capital de Portugal, honra que anteriormente coube a Braga e Guimarães. Em 1174, Afonso Henriques concedeu-lhe o primeiro foral. Em 1288 D. Dinis inaugurou os Estudos Gerais (Universidade). Em 1 de Novembro de 1755 foi arrasada por um grande terramoto seguido de um marmoto, mas foi reconstruída prontamente pelo génio iluminado do Marquês de Pombal. Apesar do terramoto, Lisboa atesoura monumentos religiosos, militares e civis. Os mais antigos, construídos nos tempos dos romanos e na época dos Descobrimentos são o criptopórtico (Rua da Prata), Castelo de S. Jorge, Sé Catedral de origens visigodas, Convento do Carmo (cuja elegante estrutura ogival resistiu as vibrações do terramoto) e a fachada da Casa dos Bicos, hoje remodelada. Da época dos Descobrimentos há vários monumentos notáveis, de particular riqueza: o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, dois autênticos emblemas monumentais de Lisboa, S. Vicente de Fora, relacionada com a vida de Santo António, o Palácio de Palhavã, onde viveram os meninos bastardos de D. João V e a fabulosa colecção de azulejos que decora as frontarias do Palácio de Fronteira. Do auge do barroco encontramos a Igreja de Santa Engrácia, a do Menino de Deus, Santo Estevão de Alfama, Palácio Ludovice (o Ludwig, o alemão que construiu Mafra e adaptou o seu nome à grafia portuguesa), o Arco e a Mãe de Água das Amoreiras, onde termina a enorme via hidráulica do Aqueduto das Águas Livres, o Palácio das Necessidades. No século XVIII, D. João V e, a partir de 1755, o Ministro Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, repartem equitativamente as influências. Nesse século dourado construiu-se a Igreja do Loreto, Chafariz da Esperança, Terreiro do Paço, Rossio, Complexo Fabril e Jardins das Amoreiras, Igreja Comemorativa de Santo António, Basílica e Convento da Estrela, Teatro Nacional de S. Carlos e, se possível por fim ao interminável, Palácio da Ajuda. Ao século XIX pertencem o Teatro Nacional D. Maria, os Jardins do Príncipe Real, a neomanuelina estação do Rossio, Coliseu dos Recreios, Sociedade de Geografia, Hotel Avenida, Praça de Touros do Campo Pequeno, Elevador eiffeliano de Santa Justa, o Banco Totta e Açores, com a sua belíssima fachada com leões, bairro Estrela d'Ouro para as bandas da Graça, edifício da Voz do Operário também na Graça, balneários de S. Paulo (felizmente recuperados pela Associacão de Arquitectos Portugueses) e o Palacete Valmor. Recorde-se que o Conde Valmor instituiu, nos princípios do século, um prémio anual para distinguir o edifício mais notável de Lisboa. O primeiro galardão, 1902, foi para o Palácio da Embaixada de Espanha, na Rua do Salitre. Quase nos nossos dias surgem variadas arquitecturas como, entre outras, o café a Brasileira, o teatro Eden, a Igreja de Fátima com vitrais de Almada Negreiros, autentica jóia da arte religiosa portuguesa, a exposição do mundo português, a sede do Diário de Notícias e o antigo aeroporto da Portela. Com essas e outras criações, Lisboa tornou-se uma grande capital. Ainda há que aludir às duas pontes sobre o Tejo, fundação Calouste Gulbenkian, o colossal Centro Comercial das Amoreiras, o Centro Cultural de Belém e o novo Chiado que, depois do incêndio de Agosto de 1988, foi recriado por Álvaro Siza. Quantos museus tem Lisboa? Os suficientes para aflorar todos os temas e satisfazer todos os seus visitantes. A visita começa com os museus nacionais: de Arte Antiga (o das Janelas Verdes, com uma impressionante colecção de pintura e escultura), o de Azulejos (adequadamente instalado na Igreja de Madre de Deus), o do Teatro, o do Traje (para as bandas do Paço do Lumiar), o dos Coches em Belém (a colecção de coches mais completa e importante do mundo) e, não muito longe, no Mosteiro dos Jerónimos, o Museu de Arqueologia e Etnografia. Belém é, por si só, um centro de museus de primeira categoria. Além dos dois últimos já citados, ali também se encontram o da Arte Popular, o da Marinha, e as exposicões permanentes e temporárias do novo Centro Cultural de Belém. A nível municipal, temos três museus plenos de interesse: o da Cidade (Palácio Pimenta), o de Santo António, perto da casa natal do Santo, e o do grande desenhador e escultor, Bordalo Pinheiro. Passeando pela Lisboa castiça, encontraremos no Bairro Alto os azulejos maravilhosos do Museu de S. Roque, o novo museu do Chiado, exemplar em multiplos aspectos e as lápides do Museu Arqueológico da Igreja do Carmo. Passando a Alfama, bairro que é todo ele um museu vivo de gentes e casas, encontraremos, junto ao miradouro de Santa Luzia, o Museu de Artes Decorativas, da Fundação Espfrito Santo, com o seu faustoso espólio de móveis antigos e peças decorativas. É normal que o Palácio da Ajuda atesoure magníficas colecções de mobiliário e outras peças. Mas é surpreendente encontrar um Museu da Música, moderno e maravilhoso na estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos. Finalmente, o novo Museu Vieira da Silva é um encantador marco da antiga Fábrica de Sedas das Amoreiras. Lisboa tem além do mais, notáveis museus ao ar livre, como o Jardim Botânico e o Jardim Zoológico, este último na bela Quinta das Laranjeiras. Sublinhamos também os antigos miradouros de Alcântara, Lavra e Bica, com os seus elevadores pintados de amarelo. Também os miradouros da Graça e de Nossa Senhora do Monte. Por fim, o mais histórico de todos, o de Santa Catarina, dominando o Tejo, por onde subiam e ainda sobem os velhos lisboetas "a ver navios". Num destes navios poderá regressar a Lisboa o lendário D. Sebastião... Museus: Museu Nacional de Arte Antiga, Rua das Janelas Verdes, Tel. 213 912 800 . Museu Nacional do Azulejo, Rua Madre de Deus, 4, Tel. 218 147 747. Museu Nacional do Teatro, Estrada do Lumiar, 12, Tel. 217 567 410. Museu Nacional do Traje e da Moda, Lg. Júlio de Castilho, Tel. 217 590 318. Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Comtemporânea, Rua Serpa Pinto, 4, Tel. 213 432 148 (10h00 / 18h00. Encerra: 2ª f, 3ª f - 14h00, 1 Jan, 6ª f santa, dom Páscoa, 1 Maio, 25 Dez). Palácio da Ajuda, Largo da Ajuda, Tel. 213 637 095 (10h00 / 17h00 - última entrada 16h30. Encerra: 2ª f, 1 Jan, 6ª f santa, dom Páscoa, 1 Maio, 25 Dez). Museu-Escola de Artes Decorativas (Fundação Espírito Santo), Largo das Portas do Sol, 2 - Alfama, Tel. 218 814 600 (10h00 / 17h00. Encerra: 2ª f, 1 Jan, 1 Maio, 25 Dez). Museu da Música, Rua João de Freitas Branco - Estação do Metropolitano de Alto dos Moinhos, Tel. 217 710 990 (13h30 / 20h00. Encerra: Dom, 2ª f, 1 Jan, 1 Maio, 25 Dez). Museu da Cidade, Palácio Pimenta, Campo Grande, 245, Tel. 217 513 200. Museu Antoniano, Lg. de Santo António da Sé, 1, Tel. 218 860 447. Museu Rafael Bordalo Pinheiro, Campo Grande, 382, Tel. 217 590 816 (10h00 / 13h00 e 14h00 / 18h00. Encerra 2ª f e Feriados). Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão, Rua Dr. Nicolau Bettencourt, Tel. 217 823 000. Museu Calouste Gulbenkian, Av. de Berna, 45, Tel. 217 823 245 (10h00 / 18h00. Encerra 2ª f, 1 Jan.,dom. Páscoa, 1 Maio, 25 Dez.). Museu Nacional de Arqueologia, Praça do Império (Mosteiro dos Jerónimos) - Belém, Tel. 213 620 000 (10h00 - 18h00. Encerra: 2ª f, 3ª f - 14h00, 1 Jan, 3ª f Carnaval, 6ª f santa, dom Páscoa, 1 Maio, 24 e 25 Dez). Museu Militar, Lg. Museu de Artilharia - Santa Apolónia, Tel. 218 842 569. Museu de Arte Sacra de S. Roque - Igreja de S. Roque, Largo Trindade Coelho, Tel. 213 235 380 (10h00 / 17h00. Encerra 2ª f e Feriados). Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Praça das Amoreiras, 56, Tel. 213 880 044 (12h00 / 20h00. Dom: 10h00 / 18h00. Encerra: 3ª f e Feriados). Museu do Design, Praça do Império, Tel. 213 612 400 (10h00 / 20h00 - última entrada 19h15. Encerra: 25 Dez). Museu Nacional dos Coches, Praça Afonso de Albuquerque (Belém), Tel. 213 620 000 (10h00 / 13:00 e 14h00 / 18h00. Terça-feira 14h00 / 18:00. Encerra: 2ªf e Feriados). Museu de Arte Popular, Av. Brasília - Belém, Tel. 213 011 282 (10h00 / 12h30 e 14h00 / 17h00. Encerra: 2ª f e Feriados). Museu de Marinha, Praça do Império - Belém, Tel. 213 620 019 (10h00 / 18h00 - 15 Jun a 30 Set. 10h00 / 17h00 - 1 Out a 14 Jun. Encerra: 2ª f e Feriados).
Arredores:
A estratégica localizacão de Lisboa, na foz do Tejo e no centro de Portugal, facilita a realizacão de diversas excurções num raio de 50/100 km em redor. Para norte: os palácios de Queluz e Sintra, Cabo da Roca, Azenhas do Mar e as vinhas de Colares. Convento de Mafra. Um pouco mais longe, Óbidos e Caldas da Raínha. Alcobaça e Batalha. Nazaré. Na direccão NE todo o vale do Tejo, com as suas extensas lezírias, desde Vila Franca de Xira até Santarém. Tomar. Para sul: toda a foz do Sado e a península de Setúbal. Frente a esta, a língua de areia de Tróia com ruínas romanas. Setúbal e Palmela. Serra da Arrábida com as suas magníficas surpresas botânicas e zoológicas, e o magnífico Cabo Espichel. Gastronomia: Bacalhau à Brás, bife à marrare ou à café, fava-rica, iscas com elas, lebre à Bulhão Pato, Meia-desfeita, meia-unha com grão, ovos verdes, pastéis e pataniscas de bacalhau, peixinhos da horta, perdizes à Conveno de Alcântara, pescada em salmão à lisboeta, pivetes guisados, sopa rica de peixes. Doçaria: Bolo-rei, broas castelares, farturas, pastéis de nata ou pastéis de Belém e raivas de Lisboa.

Sem esquecer praças como a dos Restauradores com seu obelisco de 1886. Mais emblemática é ainda a colossal Praça do Comércio, considerada uma das mais belas do continente. É um espaço rodeado por simétricos edifícios suportados em grandes arcos e coroada por uma estátua de Jose I. Ao norte está o arco da vitória.
Desde as suas igrejas e monumentos até ás próprias ruas do Bairro Alto, Na sua área envolvente Lisboa tem muito por descobrir. Um património que se completa nas povoações circundantes com os castelos da medieval Sintra, as muralhas de Cascais, a Fortaleza e o Palácio de Queluz.