15 de Maio de 2008, 00:00 CET
Resultados líquidos estabilizados totalizando 76 milhões em 2007
• Facturação da Repsol em Portugal cresce 14,6% em 2007
• Petrolífera vai investir mil milhões de euros em Portugal ao longo dos próximos quatro anos
• Crescimento orgânico da Repsol será marcado por dez projectos-chave em todo o mundo, entre os quais se insere o complexo petroquímico de Sines
A Repsol consolidou em 2007 o seu crescimento em Portugal atingindo uma facturação de 2,591 mil milhões de euros, mais 14,6% do que em igual período do ano anterior. O resultado operacional confirma ainda o comportamento da actividade da multinacional petrolífera em Portugal com um crescimento de 55 milhões de euros em 2006 para 72 milhões no final do ano passado. Desta forma fica consolidado o resultado líquido, que ascendeu a 76,3 milhões de euros.
Os indicadores reflectem a consolidação dos negócios petroquímico, de GPL e de marketing (comercialização de produtos petrolíferos). No final do ano passado, a rede de distribuição de combustíveis contava com 440 estações de serviço, tendo sido feitos investimentos superiores a 20 milhões de euros. Com uma quota de mercado superior a 20% no abastecimento de combustíveis em Portugal, o reforço da rede de retalho é um dos pontos estratégicos para 2008, destinando-se a este segmento um investimento da mesma ordem para terminar o ano com uma rede de mais de 450 Estações de Serviço. Por outro lado, o crescimento da Repsol poderá ser orgânico e inorgânico. “Queremos crescer em Portugal, esse é o nosso objectivo e por isso estamos atentos a boas oportunidades e não descartamos analisá-las e concretizá-las se tivermos a certeza de que são um bom negócio para a Repsol e se enquadram na nossa estratégia”, afirma António Calçada de Sá, Administrador-Delegado da Repsol em Portugal.
Neste momento Portugal é um dos mercados prioritários para a Repsol. Ao longo dos próximos quatro anos, a petrolífera investirá no país cerca de mil milhões de euros num plano que integra o projecto de 850 milhões de euros de expansão da sua unidade de produção e refinação da Petroquímica de Sines e que implicará a criação de 1.500 novos postos de trabalho durante a fase de construção.
Este plano de investimento foi apresentado no passado dia 9 de Abril pelo presidente da Repsol, António Brufau, ao Presidente da República português, Cavaco Silva, e ao primeiro-ministro, José Sócrates.
O negócio em Portugal insere-se assim numa aposta da Repsol YPF no ambicioso plano de investimento de 32,8 mil milhões de euros até 2012, dos quais dez mil milhões são destinados à Península Ibérica. Com esta estratégia, a multinacional prevê triplicar os resultados em quatro anos num plano que António Brufau, presidente do grupo, considera ser “o mais ambicioso e ao mesmo tempo mais realista jamais realizado pela empresa”.
A nível global, o crescimento orgânico da Repsol será marcado ao longo dos próximos anos por dez grandes projectos chave – numa lista em que a expansão da Petroquímica de Sines está incluída – que concentrarão 60% dos investimentos do core business da empresa até 2012. Para além do projecto para Portugal, a Repsol prevê ainda a ampliação das refinarias de Bilbao e de Cartagena e o enfoque na exploração do Norte de África, Golfo do México e Brasil, entre outros.
Destaque ainda para a importância da recente venda de 14,9% da YPF ao grupo Petersen, uma operação chave na política de diversificação geográfica do grupo e na sequência da qual cerca de 55% dos activos da Repsol passarão a estar em países da OCDE.
A Repsol YPF é uma Companhia multinacional do ramo da energia que opera em mais de 30 países e é líder em Espanha e Argentina. É uma das 10 maiores petrolíferas privadas mundiais e é a maior empresa energética privada da América Latina em termos de activos. A Repsol YPF é a primeira Companhia de Refinação e Distribuição de produtos petrolíferos em Espanha e Argentina e é a terceira maior Companhia privada do mundo na área dos gases de petróleo liquefeitos (GPL) e na área do gás natural em aliança com a Companhia Gas Natural.
Da Exploração e Produção ao Marketing, a Repsol YPF está presente em todos os sectores do negócio petrolífero. A produção total de petróleo e gás é superior a um milhão de barris por dia (bep) e as suas reservas situam-se principalmente no norte de África e na América Latina. A Repsol tem uma capacidade de refinação superior a 1.2 milhões de barris por dia e comercializa os seus produtos através de uma vasta rede de mais de 6.800 estações de serviço. No negócio da Química, a Companhia é o primeiro produtor em Espanha e em Portugal.
A Repsol em Portugal
Início da actividade de comercialização de produtos químicos em 1978.
Em 1990 a empresa muda de nome para Repsol e inicia a comercialização de combustíveis.
Em 2004, com as aquisições de activos à Shell e à Borealis, a empresa tem hoje presença significativa nos negócios de comercialização de produtos petrolíferos e é a maior empresa química portuguesa.
| Repsol em Portugal | 2005 | 2006 | 2007 |
| Vendas (facturação s/IVA) ‘000€ | 2.135.493 | 2.261.671 | 2.591.047 |
| Nº Estações de Serviço | 428 | 433 | 440 |
| Quota de Mercado Estações de Serviço | 20% | 20% | 20% |
| Quota mercado GPL | 21% | 21% | 21% |
| Resultado operacional ‘000€ | 9.052 | 55.754 | 72.642 |
| Resultado Líquido ‘000€ | 15.859 | 77.836 | 76.321 |
1. Comercialização de produtos petrolíferos – Repsol Portuguesa, S.A.
Actua nos negócios de combustíveis, lubrificantes, asfaltos e especialidades, nos segmentos de Estações de Serviço (Postos de Abastecimento), Vendas Directas à indústria e a grandes clientes, Aviação e Marinha. Está presente em todos os distritos e emprega directamente 848 pessoas (249 colaboradores, mais 599 na operação própria da rede de Estações de Serviço).
2. GPL – Repsol Gas Portugal, S.A.
Actua no negócio de gases butano e propano, em todos os distritos de Portugal através de uma rede de mais de 10.000 revendedores. A empresa emprega 69 colaboradores e foi considerada pela revista Exame 500 a melhor empresa no ramo da Distribuição de Combustíveis nos anos de 2005 e 2006.
3. Química – Repsol Polímeros, Lda.
É a maior empresa química do país, opera o complexo petroquímico de Sines e tem planos de expansão da sua produção e construção de novas fábricas de polietileno linear e de polipropileno num investimento estimado em 850 milhões de euros com arranque das obras previsto para finais de 2008 e conclusão em 2010. O projecto de expansão terá um grande impacto ao nível das exportações, uma vez que prevê uma facturação anual de 1.200 milhões de euros, maioritariamente derivada de exportação. A capacidade futura das fábricas de polietileno e de polipropileno será de 300 Kt/ano em cada uma delas e a nova capacidade de produção do craker será de 570 Kt/ano. A capacidade de produção de olefinas será próxima do milhão de toneladas e no caso das poliolefinas, de um valor semelhante.
Com as novas fábricas de polietileno e de polipropileno, o complexo petroquímico deixa de ser um mero exportador de matérias-primas (nesta altura cerca de 30% do etileno e 100% do propileno produzidos são exportados), e aumenta significativamente o valor acrescentado ao utilizar toda a produção de etileno e propileno do craker nas novas fábricas de poliolefinas.
Em Setembro de 2008 estão previstos a aprovação definitiva do projecto, pelo Conselho de Administração da Repsol YPF e o arranque da construção, que representará 1.500 empregos durante 3 anos. A Repsol Polímeros emprega 432 colaboradores.
4. Exploração – Repsol Exploración, S.A.
A empresa, em consórcio com a RWE ganhou a adjudicação para exploração de gas natural no off-shore algarvio entre Faro e Vila Real de Santo António. O início dos trabalhos de prospecção ocorrerá após assinatura do contrato de concessão.
Para outras informações:
REPSOL YPF
António Martins Victor – 213119565
amvictor@repsolypf.com
PARCEIROS DE COMUNICAÇÃO
Francisco Crujo – 93 601 83 35
francisco.crujo@parceirosdecomunicacao.pt
Última actualização: 15 Mai 2008