Versión en PDF (171 Kb) 14 de Maio de 2008, 14:57 CET
Repsol registou lucros recorde em 2007 e os melhores resultados da sua história no primeiro trimestre de 2008
• A Assembleia-Geral de Accionistas ratificou as nomeações de Isidre Fainé e de Juan María Nin para os cargos de administradores, propostos pela Criteria Caixa Corp
• Durante o primeiro trimestre de 2008, os lucros líquidos aumentaram 36,5 %, atingindo o valor recorde de 1.212 milhões de euros
• Os lucros por acção aumentaram 2% em 2007, em euros, e quase 14%, em dólares
• Os dividendos aumentaram 39% até atingirem o valor de 1 euro por acção
• Antonio Brufau salientou o potencial das acções da Repsol YPF, “acções estas que revalorizam cerca de 15% desde a apresentação do Plano Estratégico, face a menos de 2% no que toca às acções no conjunto do IBEX”
• O novo Plano Estratégico 2008-2012 prevê um aumento para o triplo dos resultados no espaço de quatro anos
• Brufau explicou aos accionistas os 10 grandes projectos “chave” no âmbito desta lógica de crescimento, os quais concentrarão 60% dos investimentos no “core business” da empresa
O Presidente da Repsol YPF, Antonio Brufau, presidiu hoje à Assembleia-Geral de Accionistas da empresa, na qual foi acordada a distribuição de um dividendo bruto total, correspondente ao exercício de 2007, de 1 euro por acção, um aumento de 39% face ao atribuído relativamente ao ano anterior.
Durante a sua intervenção, o Presidente da Repsol YPF passou em revista os factos mais relevantes do exercício de 2007, ano durante o qual a empresa registou lucros líquidos recorde na ordem dos 3.188 milhões de euros, atingidos num “ambiente favorável, mas em condições operacionais complexas”.
Estes resultados foram acompanhados de uma redução significativa da dívida financeira da empresa que, a 31 de Dezembro, atingiu o seu nível histórico mais baixo, situando-se nos 3.493 milhões de euros. Esta redução de 903 milhões de euros é particularmente significativa se tivermos em conta os investimentos realizados durante o ano e os dividendos totais pagos em 2007.
Os resultados das operações da Repsol YPF em 2007 ascenderam a
5.808 milhões de euros. O Presidente destacou o bom comportamento registado na área da Refinação e Marketing, cujos resultados aumentaram 27%, atingindo os 2.358 milhões de euros. Na área de Exploração e Produção registaram-se resultados de 2.968 milhões de euros, e nas áreas da Química e do Gás e Electricidade 231 e 516 milhões, respectivamente.
Rentabilidade para os accionistas
Os resultados obtidos permitiram ao Conselho de Administração propor à Assembleia-Geral de Accionistas o pagamento de um dividendo bruto de 1 euro por acção relativo ao exercício de 2007, o que representa um aumento de 39% face ao ano anterior. Este aumento surge no seguimento da política de crescimento sustentado de retribuição para os accionistas levada a cabo pela actual equipa de gestão da empresa.
Antonio Brufau explicou que o novo Plano Estratégico da empresa segue a via de aumento da rentabilidade para os accionistas, e que canalizará uma parte importante dos seus lucros para o aumento dos dividendos.
Plano Estratégico 2008-2012
No seu discurso na assembleia de accionistas, o Presidente da Repsol YPF apresentou o Plano Estratégico para o período de 2008-2012 para os accionistas, plano este que estabelece grandes linhas de crescimento da Empresa para os próximos anos.
O novo Plano, que Brufau classificou como “o mais ambicioso e realista alguma vez elaborado pela empresa”, prevê que os lucros líquidos do grupo em 2012 se multipliquem em 2,8; o EBITDA em 1,8; e os resultados operacionais em 2,1. Por outro lado, o peso relativo dos activos na América Latina será reduzido em 31%, sendo que 55% dos activos da Repsol se situam nos países da OCDE.
O Plano Estratégico 2008-2012 estabelece uma nova visão do Grupo na qual os negócios da Repsol (Upstream, Downstream e GNL) constituem o seu “core business”; a YPF assume-se como uma participada estratégica controlada; e a Gas Natural uma participada estratégica com gestão autónoma. Do total de 32.800 milhões de euros de investimentos previstos no Plano Estratégico, 21.300 milhões serão canalizados para o “core business” Repsol; 7.800 milhões para a YPF; e 3.700 milhões para a Gas Natural.
Brufau explicou em seguida os 10 grandes projectos “chave” que determinarão o crescimento orgânico da empresa nos próximos anos e que concentrarão 60% dos investimentos do “core business” da empresa até 2012 (12.300 milhões de euros).
Três destes projectos, com um investimento total de 4.800 milhões de euros, serão desenvolvidos na Península Ibérica na área de Downstream (refinação, marketing e química): a expansão da Refinaria de Cartagena em Múrcia, o novo Coker da Refinaria de Muskiz em Bilbau, e a expansão da Petroquímica de Sines em Portugal.
Na área de Upstream (exploração e produção), a Repsol desenvolverá outros cinco grandes projectos de crescimento: os mega-campos Shenzi e Genghis Khan em águas territoriais dos Estados Unidos da América no Golfo do México, a jazida Carioca em águas profundas do Brasil, o campo I/R na prolífica região de Murzuq, na Líbia, o bloco Reggane na Argélia, e o bloco 39 no Peru.
Na área do Gás Natural Liquefeito (GNL), negócio no qual a Repsol mantém uma importante presença internacional e uma vantagem competitiva dado o seu posicionamento na região atlântica, serão desenvolvidos projectos chave de crescimento: Peru LNG (Camisea) e o terminal de Regasificação da Canaport (Canadá).
Resultados trimestrais recorde após a apresentação da nova estratégia
A Repsol YPF obteve um lucro líquido de 1.212 milhões de euros no primeiro trimestre de 2008, o que representa um aumento de 36,5% face ao primeiro trimestre do ano anterior, convertendo-se assim nos melhores resultados trimestrais alguma vez atingidos pela empresa.
Os resultados operacionais do Grupo Repsol YPF neste primeiro trimestre de 2008 atingiram os 1.606 milhões de euros, resultados particularmente relevantes no conjunto dos seus negócios estratégicos integrados como é o caso das suas participadas, YPF e Gas Natural, as quais registaram também aumentos significativos dos resultados.
Segundo explicou o Presidente da empresa, estes resultados, os primeiros reportados pela empresa após a implementação do seu novo Plano Estratégico, registaram-se num cenário caracterizado pelos elevados preços do crude, pela descida das margens internacionais de refinaria e pela fraqueza do dólar face ao euro.
Integração de um aliado industrial argentino na YPF
No passado dia 21 de Dezembro de 2007, a Repsol YPF estabeleceu um acordo de princípios com o grupo argentino Petersen com vista à venda de 14,9% do capital social da YPF por 2.235 milhões de dólares. Este acordo, que foi formalizado definitivamente no passado dia 21 de Fevereiro, prevê ainda que o grupo Petersen venha a aumentar a sua participação para 25%, mediante uma opção de compra de 10,1% adicionais da empresa.
Esta operação, que avalia a YPF nos 15.000 milhões de dólares, tem um papel chave no desenvolvimento do Plano Estratégico 2008-2012 e contribuirá de forma significativa para uma maior diversificação da carteira de activos do Grupo Repsol YPF e para impulsionar o seu crescimento orgânico.
Antonio Brufau destacou, durante a sua intervenção, que os objectivos estratégicos da YPF de aproveitamento das oportunidades num mercado energético em crescimento se centrarão no aumento significativo dos seus resultados financeiros, na gestão proactiva da quebra da produção e na aceleração da integração das reservas a um ritmo superior ao ritmo histórico da empresa.
Administradores
A Assembleia Peral de Accionistas da Repsol YPF ratificou a nomeação de Isidre Fainé e de Juan María Nin como administradores externos da empresa, propostos pela Criteria Caixa Corp.
Isidro Fainé é Vice-Presidente do Conselho e membro da sua Comissão Delegada, e Juan María Nin membro da Comissão de Nomeações e Retribuições e da Comissão de Estratégia, Investimentos e Responsabilidade Social da Empresa.
Responsabilidade Social das Empresas e Transparência
Na sua comunicação aos accionistas, Antonio Brufau destacou o facto da Repsol ter sido uma das empresas mais reconhecidas internacionalmente no sector petrolífero em matéria de responsabilidade social
“Entendemos – afirmou Brufau – que no século XXI, as empresas não se devem virar unicamente para a geração de valor para o accionista, mas também para todos os seus “stakeholders”, ou seja, os grupos de interesse que representam a empresa no seu conjunto.
O presidente da Repsol YPF aludiu também à implementação do Plano Director de Responsabilidade Social das Empresa e para o assumir, por parte do Conselho de Administração, das competências na referida matéria, o que pressupõe uma maior incidência nas políticas empresariais da empresa no âmbito da Responsabilidade Social.
Antonio Brufau referiu-se ainda aos importantes reconhecimentos conseguidos pela Repsol YPF em 2007 em matéria de transparência e sustentabilidade. A Repsol YPF é avaliada assim como a melhor petrolífera na Europa em matéria de Responsabilidade Social das Empresas segundo o estudo The Good Company Ranking 2007. Este estudo, cujos resultados foram publicados durante o Fórum Económico Mundial de Davos, avalia as actuações em matéria de Responsabilidade Social das Empresas das 120 maiores empresas da Europa.
E, pelo segundo ano consecutivo, a Repsol YPF mantém-se nos selectivos índices Dow Jones Sustainability World e Dow Jones Sustainability STOXX, conservando a pontuação máxima do ano anterior em matéria de transparência e desenvolvimento de capital humano e obtendo uma nova qualificação máxima em matéria de impacto social nas comunidades. A pontuação total da empresa é “Best in Class” do sector pela sua dimensão social, conseguindo ainda a pontuação mais elevada do sector petrolífero em matéria de relações com os clientes.
Por outro lado, o presidente da Repsol YPF, Antonio Brufau, recebeu no passado 16 de Outubro o “Prémio AEMEC de Transparência”, concedido pela Associação Espanhola de Accionistas Minoritários (AEMEC), que avalia o trabalho realizado em matéria de transparência nas suas relações com os diferentes grupos de interesse, em particular com os accionistas minoritários.
Por outro lado, o webranking elaborado pela prestigiada consultora sueca de comunicação financeira, Hallvarsson&Halvarsson publicado pelo Financial Times, reconhece a Repsol como a primeira companhia de energética da Europa pela sua transparência e melhores práticas nos conteúdos do site da empresa, e a segunda na classificação global das empresas com maior capitalização bolsista da Europa.
Última actualização: 14 Mai 2008