Versión en PDF (175 Kb) 28 de Fevereiro de 2008, 14:40 CET
Com investimentos de 32.800 milhões de Euros
• Prevê triplicar os seus resultados em quatro anos
• Duplicará o seu resultado operativo no período
• Em 2012, 55% dos seus activos estará em países da OCDE
• 10 Projectos chave concentrarão 60% dos investimentos do core business da Repsol
• Serão investidos 10 mil milhões de euros em projectos na Península Ibérica
• Mais de 9 mil milhões de euros para projectos de exploração e produção de hidrocarbonetos fora da Argentina
O presidente da Repsol YPF, António Brufau apresentou hoje perante analistas, accionistas, investidores internacionais e empregados, o Plano Estratégico para o período 2008/2012, que inclui as grandes linhas de crescimento da empresa para os próximos anos e que prevê investimentos totais de 32.800 milhões de euros
O novo Plano, qualificado por Brufau como “o mais ambicioso e ao mesmo tempo mais realista jamais realizado pela empresa”, prevê que em 2012 o resultado líquido do grupo, sem contar resultados extraordinários e desinvestimentos, se multiplique em cerca de 2,8%, o EBITDA 1,8% e o resultado operacional 2,1%.
António Brufau antecipou que o novo Plano Estratégico da Repsol YPF prevê uma nova visão do Grupo em que os negócios da Repsol (Upstream;Downstream e GNL) constituem o “core business” do Grupo. YPF passa a ser considerada uma participada estratégica controlada; e Gás Natural uma participada estratégica com gestão autónoma.
Neste sentido, do investimento total de 32.800 milhões de euros, 21.300 milhões corresponderão ao “core business” Repsol; 7.800 milhões à YPF; e 3.700 milhões à Gás Natural.
O presidente da Repsol sublinhou a importância da recente venda de 14,9% da YPF ao grupo Petersen, como uma operação chave na política de diversificação geográfica do grupo, que estabelece de entre as suas prioridades o crescimento selectivo através de novos grandes projectos em países da OCDE.
Como consequência desta estratégia, no horizonte do Plano Estratégico 2008/2012, 55% dos activos da Repsol estará em países da OCDE e será reduzido em 31% o peso relativo dos activos na América Latina.
DEZ PROJECTOS CHAVE GARANTEM O CRESCIMENTO ORGÂNICO DA REPSOL
O crescimento orgânico da Repsol nos próximos anos será marcado por 10 grandes projectos chave que concentrarão 60% dos investimentos do “core business” da empresa até 2012 (12.300 milhões de euros).
Destes 10 grandes projectos, três deles, com um investimento total de 4.800 milhões de euros, irão ser desenvolvidos na Península Ibérica na área Downstream (refinação, marketing e química): a ampliação da Refinaria de Cartagena, em Múrcia; o novo Coker da Refinaria de Muskiz em Bilbau e a ampliação da Petroquímica de Sines, em Portugal.
Na área do Upstream (exploração e produção), a Repsol irá desenvolver cinco grandes projectos de crescimento: os mega campos Shenzi e Genghis Khan em águas dos
Estados Unidos, no Golfo do México; a jazida Carioca em águas profundas do Brasil, o campo I/R em Murzuq, Líbia; o bloco Reggane na Argélia e o bloco 39, no Perú.
O desenvolvimento destes e de outros grandes projectos, juntamente com os recentes descobrimentos no Brasil, Líbia, Argélia, Bolívia e Peru, redundarão num aumento da produção de hidrocarbonetos da Repsol de mais de 5% anual, até superar os 400.00 barris por dia em 2012 (sem incluir a YPF).
No Gás Natural Liquidefeito (GNL), negócio no qual a Repsol mantém uma importante presença internacional e vantagem competitiva pela sua posição na Cuenca Atlântica, desenvolveram-se dois projectos chave de crescimento: Peru LNG (em Camisea) e o terminal de regasificação de Canaport (no Canadá). No seu conjunto, a Repsol multiplicará por 4,4 o seu volume de comercialização de GNL até aos 18bcm/ano (equivalente a 60% do consumo anual de gás em Espanha).
O presidente da Repsol anunciou que a empresa destinará uma parte importante dos seus lucros para incrementar a retribuição aos seus accionistas, que em 2007 já aumentou 40% no dividendo em conta correspondente.
António Brufau destacou que a Repsol “é hoje uma empresa mais sólida, com claras opções de crescimento e uma equipa profissional plenamente alinhado com a estratégia da empresa”.
Última actualização: 28 Fev 2008